Decidi começar a categoria “Conversa de boteco” com um assunto que eu e a minha Camela conversamos recentemente. Este texto foi feito a quatro mãos, cada um de nós se lembrando de alguns pontos, e depois adaptado para ter uma seqüência única e lógica.
Falávamos de pessoas que são por demais possessivas com outras pessoas: filhos, familiares, amigos, cônjuge. E sobre pessoas que fazem da vida dos que as cercam seu único objetivo de vida.
Na verdade, são apenas duas faces de uma mesma moeda. Ou a mesma face, vista sob ângulos diferentes.
No meu post “De quem é a vida,afinal“, eu incluí as pessoas controladoras no rol dos “umbigólatras”. Pensava na situação de o controlador querer ser praticamente um Deus na vida de seus controlados. A única pessoa capaz de decidir o que é ou não é válido para aqueles que o cercam. Bem, esta conversa serviu para concluirmos que não necessariamente é assim.
Na verdade, a maioria destas pessoas não é um super-homem, totalmente dotado de conhecimento, de boas razões, de excelentes intenções e capaz de determinar a cada um os melhores rumos a tomar.
São pessoas de vida vazia, que percebem neste excessivo controle uma maneira, talvez a única, de se sentirem vivas: vivendo através de seus próximos. Adaptando o dito popular de que “quem sabe, faz, quem não sabe, ensina”, poderíamos dizer que “quem sabe, vive, quem não sabe, diz como viver”. Estas pessoas somente conseguem aceitar que esteja correto o que os outros fazem sob sua determinação.
Outros são os “altruístas”. Nunca pensam em si, nunca buscam seus interesses. Estão sempre pensando no “bem estar dos que os cercam”.
Não estamos falando de altruístas reais, que têm suas vidas e mesmo assim dedicam boa parte de seu tempo a dar o melhor de si para outras pessoas, em geral em situação pior que a sua própria. Estamos falando das pessoas que “se matam para fazer os filhos felizes’, ou “para satisfazer o companheiro”, ou qualquer alegação semelhante.
São pessoas que não conseguem achar em sua própria vida qualquer sentido que não seja a vida dos outros.
Ou seja, nos dois casos, as pessoas são incapazes de encontrar sentido em sua vida, dependendo sempre dos seus próximos.
E é comum que os dois papéis existam na mesma pessoa, através de conselhos como “você tem que fazer isto que eu estou dizendo, é para o seu bem, eu nunca penso em mim”.
Existem diversos automóveis que circulam com um adesivo que diz: “Deus deu a vida” e, em letras menores, “para cada um cuidar da sua”. Não partindo para um viés religioso, mas muitos cristãos afirmam que Cristo morreu para que os homens possam viver. Ou seja, a vida de cada um é preciosa. E cada um tem sua própria vida para ser vivida. Não somos personagens de uma peça teatral, onde o ator pode repetir a cena diversas vezes durante o ensaio, até que saia perfeita. Ao contrário, estamos mais para uma cobertura ao vivo, onde o que acontece e imediatamente registrado para o mundo todo. Portanto, é importante que cada um viva sua própria vida, com seus altos e baixos, e deixe os demais viverem as suas. Viver a vida dos outros parece algo mais fácil que viver a nossa própria, porque é uma forma de não reconhecer os próprios defeitos ou erros. De não querer conviver com eles, ou com as consequências das nossas ações. Em resumo, uma expressão de fraqueza.
Somente com ajuda profissional as pessoas que possuem este tipo de comportamento conseguirão supera-lo.
Será que não é um bom momento para refletirmos se não somos assim?
Falávamos de pessoas que são por demais possessivas com outras pessoas: filhos, familiares, amigos, cônjuge. E sobre pessoas que fazem da vida dos que as cercam seu único objetivo de vida.
Na verdade, são apenas duas faces de uma mesma moeda. Ou a mesma face, vista sob ângulos diferentes.
No meu post “De quem é a vida,afinal“, eu incluí as pessoas controladoras no rol dos “umbigólatras”. Pensava na situação de o controlador querer ser praticamente um Deus na vida de seus controlados. A única pessoa capaz de decidir o que é ou não é válido para aqueles que o cercam. Bem, esta conversa serviu para concluirmos que não necessariamente é assim.
Na verdade, a maioria destas pessoas não é um super-homem, totalmente dotado de conhecimento, de boas razões, de excelentes intenções e capaz de determinar a cada um os melhores rumos a tomar.
São pessoas de vida vazia, que percebem neste excessivo controle uma maneira, talvez a única, de se sentirem vivas: vivendo através de seus próximos. Adaptando o dito popular de que “quem sabe, faz, quem não sabe, ensina”, poderíamos dizer que “quem sabe, vive, quem não sabe, diz como viver”. Estas pessoas somente conseguem aceitar que esteja correto o que os outros fazem sob sua determinação.
Outros são os “altruístas”. Nunca pensam em si, nunca buscam seus interesses. Estão sempre pensando no “bem estar dos que os cercam”.
Não estamos falando de altruístas reais, que têm suas vidas e mesmo assim dedicam boa parte de seu tempo a dar o melhor de si para outras pessoas, em geral em situação pior que a sua própria. Estamos falando das pessoas que “se matam para fazer os filhos felizes’, ou “para satisfazer o companheiro”, ou qualquer alegação semelhante.
São pessoas que não conseguem achar em sua própria vida qualquer sentido que não seja a vida dos outros.
Ou seja, nos dois casos, as pessoas são incapazes de encontrar sentido em sua vida, dependendo sempre dos seus próximos.
E é comum que os dois papéis existam na mesma pessoa, através de conselhos como “você tem que fazer isto que eu estou dizendo, é para o seu bem, eu nunca penso em mim”.
Existem diversos automóveis que circulam com um adesivo que diz: “Deus deu a vida” e, em letras menores, “para cada um cuidar da sua”. Não partindo para um viés religioso, mas muitos cristãos afirmam que Cristo morreu para que os homens possam viver. Ou seja, a vida de cada um é preciosa. E cada um tem sua própria vida para ser vivida. Não somos personagens de uma peça teatral, onde o ator pode repetir a cena diversas vezes durante o ensaio, até que saia perfeita. Ao contrário, estamos mais para uma cobertura ao vivo, onde o que acontece e imediatamente registrado para o mundo todo. Portanto, é importante que cada um viva sua própria vida, com seus altos e baixos, e deixe os demais viverem as suas. Viver a vida dos outros parece algo mais fácil que viver a nossa própria, porque é uma forma de não reconhecer os próprios defeitos ou erros. De não querer conviver com eles, ou com as consequências das nossas ações. Em resumo, uma expressão de fraqueza.
Somente com ajuda profissional as pessoas que possuem este tipo de comportamento conseguirão supera-lo.
Será que não é um bom momento para refletirmos se não somos assim?

30 30UTC Março 30UTC 2009 at 20:25
Meu querido irmão Camelo, olá minha adorada Camelinha, lindo texto escrito por 4 mãos e dois corações.
Roubei de algum lugar, uma frase que quero deixar de presente para vocês:
“Passarei por este caminho uma só vez; por isso, se existe qualquer bem ou qualquer gesto de bondade que eu possa fazer em benefício do ser humano, que eu faça já. Que eu não o adie ou negligencie, pois por aqui jamais passarei novamente”.
Para bom entendedor…
Amo vocês dois, muito, muito, muito