Neste fim de semana, eu pisei na bola com a minha Camelinha. Assumo, publicamente, o fato. Não vem ao caso dizer o que aconteceu, mas vem ao caso dizer que pisei na bola. E a magoei. Tenho consciência disto.

Claro, foi o início de toda uma discussão entre nós. Talvez algumas palavras mais duras, trocadas sem que houvesse a necessidade delas. Talvez uma forma de extravasar pequenos aborrecimentos esquecidos. Mas não posso deixar de ver um lado bom no processo.
Neste momento, os ânimos um pouco mais acalmados, os fatos observados um pouco melhor, com a perspectiva que a distância nos dá, este lado bom fica mais visível.
E é o lado de perceber que tudo serviu para um reajuste de rumos. Para eu ter consciência do tanto que meu erro a magoou e portanto nunca mais o cometer. Para verificarmos alguns pequenos pontos que, não fossem tocados agora, poderiam se tornar obstáculos maiores no futuro.
Claro que não é um processo agradável. Claro que não é nada fácil. Mas não deixa de ser importante. Não deve ser desprezado. Não deve ser adiado. sob pena de se tornar algo incontornável, depois. Monstros escondidos embaixo da cama e no armário têm mais chances de se alimentar e crescer.
Mas também não é um processo que deva ser feito de qualquer jeito. É preciso, antes de mais nada, estarmos dispostos a reconhecer a nossa parcela da culpa. E estarmos determinados a corrigir a falha.
Porque é depois de tudo esclarecido e resolvido, depois das arestas aparadas, que vem a melhor parte. Podermos perdoar à pessoa amada as mágoas que eventualmente ela nos tenha causado. E assim seguirmos com a vida, num relacionamento cada dia mais forte.