Ontem, conversando com a minha irmã, ela comentou que havia jantado um macarrão que “ficou com gosto de vó”. Entendi a alusão perfeitamente, e a conversa passou para as comidas que nossa avó fazia. Algumas que ainda hoje conseguimos comer parecidas, outras que ninguém consegue fazer igual. As receitas que morreram com ela…
Da comida e dos sabores para os cheiros, foi um pulo. O sabonete Phebo preto. A vela perfumada que ela nunca acendeu. A roupa lavada com sabão de cinzas que ela mesma fazia, e quarada ao sol. A comida feita no fogão de lenha…
Lembrança puxa lembrança, e corremos novamente pelo quintal cheio de árvores, comendo frutas no pé, brincamos na pracinha da igreja, voltamos a espiar os frequentadores do bar vizinho, nos cobrimos com as colchas de retalhos e os edredons de penas (numa época em que nem era moda usar edredons, quanto mais de penas). Revivemos,na imaginação, os doces momentos de férias naquela pacata cidade do interior.
Foi bom recordar. Usar a imaginação para quebrar as barreiras do tempo e do espaço e voltar a um local e época que não existem mais. A uma casa que hoje não tem mais nada a ver com o que era na nossa infância. Nem mesmo os nossos velhos fantasmas sobreviveram no que restou dela.
Mas às vezes é bom ter uma saudade assim, para amenizar a dor de uma saudade maior.
Da comida e dos sabores para os cheiros, foi um pulo. O sabonete Phebo preto. A vela perfumada que ela nunca acendeu. A roupa lavada com sabão de cinzas que ela mesma fazia, e quarada ao sol. A comida feita no fogão de lenha…
Lembrança puxa lembrança, e corremos novamente pelo quintal cheio de árvores, comendo frutas no pé, brincamos na pracinha da igreja, voltamos a espiar os frequentadores do bar vizinho, nos cobrimos com as colchas de retalhos e os edredons de penas (numa época em que nem era moda usar edredons, quanto mais de penas). Revivemos,na imaginação, os doces momentos de férias naquela pacata cidade do interior.
Foi bom recordar. Usar a imaginação para quebrar as barreiras do tempo e do espaço e voltar a um local e época que não existem mais. A uma casa que hoje não tem mais nada a ver com o que era na nossa infância. Nem mesmo os nossos velhos fantasmas sobreviveram no que restou dela.
Mas às vezes é bom ter uma saudade assim, para amenizar a dor de uma saudade maior.

13 13UTC Março 13UTC 2009 at 20:39
Avestruz no pedaço…
Como é bom recordar. Já diz uma música que “recordar é viver” E falando na música, apresento-me: “Avestruz – Irmã do Camelo”, a tal citada no post.
Me lembrei dos carnavais dessa cidadezinha, subir a escada de costas para não sermos pego pelo nosso avô as 5 da madruga após os bailes, comer pão quentíssimo que tinha saido do forno naquele minuto…que delicia!!!
E as festas da igreja? Impossível esquecer. Uma vez fomos na missa, e eu que estava de castigo, mesmo assim fiquei na quermesse com o Camelo. Quando voltamos para a casa da vó eu disse com a maior cara de pau para meu pai que a missa foi looooooooongaaaaaaaaaaa…Foi surra na certa, mas valeu a pena.
Quando li o que Camelo escreveu, fiquei triste com a frase final e se não me falha a memória a música que citei continua:”eu hoje sonhei com você”.
Daí me lembrei que saudade as vezes se mata no sonho…mata pouco eu sei, mas mata, pelo menos até acordarmos. Será que por isso algumas vezes preferimos não sair do mundo do sonho???
Sinto falta da Camelinha. Aprendi a amar tanto ela, que sei como é essa dor da saudade que ele sente.
Nessa minha vida de interior, aprendi, entre várias coisas com minha vó, uma lição que carrego até hoje: “o tamanho de sua fé é o caminho que te leva a realização dos seus sonhos”.
É engraçado, mas todas essas recordações me deixam mais tranquila com tudo o que está acontecendo…elas reacendem minha fé e encontro forças para compartilhar os momentos do Camelo, que não estão sendo nada faceis.
Só posso encerrar de uma forma: Camelinha, volta logo…Estamos sentindo sua falta. Te amamos muito…
13 13UTC Março 13UTC 2009 at 23:02
Hmm.. comida de vó. Nunca conseguiremos fazer igual, e alguma nunca conseguiremos sequer fazer.
Espero que eu também seja uma vó que faz uma comida inesquecível.
;P